A hora derradeira está chegando. Haverá o “Boots on the ground” ou um novo TACO?
A guerra moderna passa por uma transformação radical com a ascensão da estratégia de enxames, que prioriza o volume e a saturação em detrimento da precisão cirúrgica. O protagonista dessa mudança é o drone de origem iraniana, apelidado de arma de fácil acesso dos céus devido à sua simplicidade produtiva e letalidade em massa. Esses dispositivos permitem que exércitos lancem múltiplas unidades simultaneamente para sobrecarregar sistemas de defesa antiaérea de alto custo.
Na Ucrânia, essa tática de atrito é central. A Rússia utiliza drones para atingir infraestruturas críticas e civis, forçando o gasto de mísseis defensivos onerosos. Paralelamente, a Ucrânia inova com o uso de modelos de fibra óptica que operam em total silêncio de rádio e são imunes à guerra eletrônica (EMI). Enquanto equipamentos convencionais podem falhar devido a interferências, os de fibra ótica alcançam maior eficácia por não serem detectados por radares passivos.
O potencial impacto no cenário global é alarmante. Demonstrou-se a capacidade de lançar grandes quantidades de drones em curtos períodos, conseguindo penetrar defesas sofisticadas. Ao utilizar componentes de baixo custo e impressão em três dimensões para manter o ritmo de fabricação, o processo torna a defesa tradicional financeiramente insustentável. Como resposta, potências globais desenvolvem programas próprios para criar dispositivos econômicos baseados em tecnologia capturada.
A guerra de enxames redefine o conflito como uma disputa de exaustão econômica e tecnológica. O campo de batalha agora favorece quem consegue saturar o espaço aéreo com sistemas descartáveis e autônomos, tornando a proteção do território uma tarefa extremamente cara e complexa.

